Uma mulher dá à luz no hospital da prisão: a parteira aproxima-se para a examinar e solta um grito de horror.
Naquela manhã, tudo estava estranhamente silencioso na prisão. Durante um exame de rotina, uma das guardas reparou que uma das reclusas grávidas não se sentia bem. Chamou as outras guardas, que transferiram a reclusa para o hospital da prisão.
Esta mulher não tinha família nem entes queridos e, durante o tempo que passou na prisão, ninguém a visitou. Não tinha registos médicos e já estava no seu nono mês de gravidez. Sentia-se muito mal e mal falava.
Deitada num quarto austero, parecia perdida. Mas nos seus olhos não havia medo nem dor, apenas resignação.
A parteira, uma mulher mais velha e experiente, aproximou-se da reclusa e falou-lhe com voz suave: “Olá, estarei ao seu lado até o bebé nascer. Posso examiná-la?”.
A mulher respondeu com um simples aceno de cabeça.
A parteira baixou-se para examiná-la. Então, de repente, ela soltou um grito de horror: “Chamem um padre imediatamente!”.
Ela não conseguia ouvir os batimentos cardíacos da criança. Em pânico, aplicou mais pressão, mas sem sucesso. Com a voz trémula, sussurrou: “Não consigo ouvir o coração dele…”
Os guardas trocaram olhares preocupados. As contrações estavam a tornar-se mais violentas, e cada segundo contava.
Resoluta, a parteira ordenou que fosse chamado um padre, invocando um rito final para a criança sem vida. Mas depois, um som ténue, quase impercetível, quebrou o silêncio. O coração da criança batia, fraco, mas audível.
“Ele está vivo!”, gritou a parteira.
Após longas horas de sofrimento, um choro quebrou o clima. O bebé, frágil, mas vivo, soltou o seu primeiro choro. A equipa médica correu para administrar oxigénio. Exausta, mas aliviada, a parteira murmurou: “Obrigada, Senhor…”
Finalmente, pela primeira vez, a interna olhou para cima e sorriu.










