Polícias tentaram deter uma jovem que treinava no parque — mas uma única chamada deixou-os pálidos 😳
De manhã cedo, Anna treinava num recinto desportivo quase vazio. Corria entre as barras, fazia exercícios e, de vez em quando, verificava o temporizador no telemóvel.
Meia hora depois, um carro-patrulha parou ali perto. Dele saíram dois jovens polícias.
Ao princípio, limitaram-se a observá-la, mas depois um deles aproximou-se.
— Menina, está aqui sozinha? Talvez possamos conhecer-nos?
Anna tirou um dos auscultadores.

— Não, obrigada.
O polícia sorriu com ironia:
— Por que razão está tão séria? Nós aproximámo-nos de forma perfeitamente normal.
Anna pediu-lhes que não interrompessem o seu treino e dirigiu-se para a barra. Mas os homens seguiram-na, fizeram comentários desagradáveis e bloquearam-lhe o caminho várias vezes.
— Estão a abusar da vossa farda, disse ela calmamente.
O sorriso do polícia desapareceu.
— Percebes com quem estás a falar?
— Com uma pessoa que me está a incomodar sem qualquer motivo legal.
Alguns transeuntes pararam para observar.
Irritado, o polícia agarrou Anna pelo braço.
— Vai acompanhar-nos à esquadra por insultar um agente em serviço.
— Eu não insultei ninguém.
— Aqui sou eu quem decide quem viola a lei.
O colega dele tirou as algemas. As pessoas em redor começaram a filmar tudo com os telemóveis.
Anna não resistiu.

— Muito bem. Então façam tudo oficialmente: digam os vossos apelidos, os números dos distintivos, o motivo da detenção e liguem as câmaras corporais.
Os polícias olharam um para o outro.
— As câmaras não funcionam, murmurou um deles.
Anna tirou então o telemóvel e marcou um número curto.
— A operação está concluída. Foram registadas ameaças, intimidação e uma detenção ilegal. Há testemunhas e gravações em vídeo.
— Para quem estás a ligar? perguntou o polícia, desconfiado.
Ela não respondeu.
Poucos minutos depois, dois carros escuros pararam junto ao recinto. Deles saíram oficiais de alta patente e agentes com câmaras de vídeo.
Um dos recém-chegados aproximou-se de Anna:
— Tenente-coronel Kovaleva, está bem?
O recinto ficou em silêncio.

Anna mostrou a identificação do departamento de assuntos internos.
Já tinham sido apresentadas várias queixas contra aqueles polícias. Eram acusados de ameaças, detenções ilegais e intimidação de mulheres jovens. Mas até então não havia provas suficientes.
Agora, tudo tinha sido gravado por vários telemóveis.
— Entreguem os distintivos, as armas e as identificações profissionais, ordenou o oficial superior.
— Isto é um mal-entendido, disse o polícia, empalidecendo. Estávamos apenas a fazer uma verificação.
Anna olhou para ele.
— Uma verificação não começa com uma tentativa de aproximação pessoal e não termina com algemas depois de uma recusa.
Os dois polícias foram suspensos do serviço nesse mesmo dia e todas as queixas anteriores contra eles foram reavaliadas.
Uma semana depois, Anna voltou ao recinto.
Ligou o temporizador e continuou o treino.
Desta vez, ninguém se atreveu a incomodá-la.







