Durante uma entrevista de emprego, uma rapariga de 12 anos afirmou falar fluentemente sete línguas. O proprietário da multinacional riu-se — até ela abrir o contrato e dizer: «Se o assinarem hoje, amanhã perderão a empresa» 😳

HISTÓRIAS DA VIDA

Uma rapariga de 12 anos apresentou-se numa entrevista de emprego e afirmou que falava sete línguas. O proprietário da empresa riu-se — até ela abrir o contrato 😳

Nos escritórios de uma multinacional decorria a fase final da seleção de tradutores. Entre os candidatos encontravam-se licenciados de universidades prestigiadas e profissionais com muitos anos de experiência.

Por isso, quando a secretária chamou o nome de Maya Martin e uma rapariga de doze anos com uma mochila escolar se levantou da cadeira, ouviram-se risos discretos no átrio.

Victor Lane, o proprietário da empresa, também não conseguiu esconder um sorriso.

— Provavelmente enganaste-te na porta.

— Não — respondeu Maya calmamente. — Vim para a entrevista.

— E o que sabes fazer?

— Falo fluentemente sete línguas.

As pessoas sentadas à mesa riram ainda mais alto.

Victor começou então a falar com ela em alemão. Maya respondeu sem a mínima hesitação. Depois testaram-na em francês, espanhol, italiano e chinês.

A cada resposta, a sala ficava mais silenciosa.

No entanto, Victor continuava sem querer admitir que a rapariga o tinha surpreendido.

— Saber conversar não prova nada. Os verdadeiros erros escondem-se nos contratos e custam milhões.

Atirou para a frente dela uma pasta grossa.

— Este contrato foi revisto por tradutores e advogados. Encontra um erro e eu peço-te desculpa diante de todos.

Maya abriu o documento e começou a comparar as versões inglesa e chinesa.

Dois minutos depois, levantou os olhos.

— Não podem assiná-lo.

Victor sorriu com ironia.

— Porquê?

— Porque, depois de o assinarem, perderão os direitos sobre a principal tecnologia da empresa.

A rapariga apontou para um parágrafo.

Na versão inglesa, o parceiro recebia o direito temporário de utilizar a patente apenas num projeto. Mas, na versão chinesa, a palavra «temporário» tinha desaparecido e a limitação ao projeto tinha sido eliminada.

O diretor jurídico voltou a ler a cláusula e empalideceu.

— Ela tem razão. A empresa poderia ter perdido uma tecnologia avaliada em duzentos milhões de dólares.

A sala ficou em silêncio.

— Como reparaste nisso? — perguntou Victor.

Maya tirou da mochila uma velha pasta azul.

— Foi o meu pai que me ensinou. Ele traduziu uma versão anterior deste contrato. Antes de morrer, avisou-me de que alguém poderia alterar uma única cláusula.

No interior estava uma carta do pai:

«O erro mais perigoso é aquele que ninguém vê porque todos estão demasiado confiantes.»

A investigação revelou que um dos diretores da empresa tinha alterado deliberadamente a tradução para favorecer um acordo com um parceiro estrangeiro.

Foi detido dentro do próprio escritório.

Victor levantou-se diante de Maya.

— Perdoa-me por me ter rido de ti.

A rapariga fechou a pasta.

— Não vim à procura de um pedido de desculpas. Queria terminar o trabalho do meu pai.

A empresa financiou os estudos futuros de Maya, e no departamento de tradução foi colocada uma fotografia do pai com a inscrição:

«Ele avisou-nos. A filha obrigou-nos a ouvi-lo.»

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