Por pura curiosidade, decidi instalar uma câmara de visão noturna para observar o que se passava à minha volta enquanto dormia na minha tenda, no meio da floresta. Durante a noite, um veado bebé entrou sorrateiramente na minha tenda – e o que fez deixou-me aterrorizado

POSITIVO

Por pura curiosidade, decidi instalar uma câmara de visão noturna para observar os meus arredores durante a noite na minha tenda, no meio da floresta. Um veado bebé entrou sorrateiramente na minha tenda, e o que fez deixou-me apavorado.

Sempre me considerei um apaixonado por aventuras radicais. Paraquedismo, alpinismo, acampar no coração de uma floresta selvagem no inverno: para mim, tudo isto era sinónimo de puro prazer, nunca de medo. Adorava a adrenalina, a sensação de risco e aqueles momentos de absoluta solidão perante a natureza.

Mas recentemente, aconteceu-me algo tão estranho e inesperado que me fez questionar seriamente se não estaria na altura de parar com este tipo de experiências.

Nesse dia, eu e os meus amigos decidimos passar a noite na floresta. Inverno, neve, silêncio — apenas o farfalhar dos ramos debaixo dos nossos pés e algumas rajadas de vento. Montámos as nossas tendas diretamente no chão, sem qualquer conforto: apenas sacos-cama e roupas quentes. Exatamente como eu gosto.

Por curiosidade e para fazer um “vídeo porreiro”, decidi instalar uma câmara de visão nocturna. Queria ver o que acontecia à minha volta enquanto dormia. Deixei a entrada da tenda entreaberta, liguei a câmara e entrei no meu saco-cama. Para ser sincero, até esperava que algo de anormal acontecesse lá fora — o principal era não ser devorado por lobos.

Adormeci rapidamente.

Na manhã seguinte, já de regresso a casa, acomodei-me e assisti à gravação. As primeiras horas: nada fora do normal. Um vento forte de vez em quando, ramos a partir, ruídos noturnos estranhos. A certa altura, até me aborreci e pensei em desligar a gravação.

Mas, por volta das três da manhã, tudo mudou.

Um veado bebé apareceu perto da tenda. Mais precisamente, uma cria de veado. Pequeno, magro, de olhos cautelosos. Sustive literalmente a respiração enquanto o observava, mesmo sabendo que era apenas uma gravação.

A princípio, permaneceu imóvel. Cheirou, cheirou o ar, depois aproximou-se cautelosamente da tenda. Era visível que estava assustado e não percebia o que significava aquele objeto estranho no meio da floresta. Então, aproximou-se ainda mais. Percebeu que estava alguém lá dentro… mas essa pessoa não se mexia e não representava qualquer ameaça.

E então, entrou na tenda.

O que aconteceu a seguir deixou-me arrepiado. A gravação mostra a cria de veado a observar-me atentamente — o meu rosto, o meu saco de dormir. Ele está a poucos passos de distância. E depois… Depois, com total calma, começa a defecar mesmo ao meu lado.

Pequenos aglomerados redondos e pretos caíam sobre as minhas roupas, o meu saco-cama e até o meu rosto. Era um verdadeiro pesadelo. E, no entanto, dormia tranquilamente naquele momento, sem sentir nada — até sorria enquanto dormia.

O veado bebé provavelmente pensou que a tenda era o lugar perfeito: quente, protegida do vento e da neve. E simplesmente não ia deixar passar esta oportunidade.

Graças a Deus não presenciei.

Quando assisti à gravação até ao fim, senti uma profunda sensação de desconforto. Foi aí que percebi: basta. Já tive adrenalina suficiente na minha vida.

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