Beijei o belo CEO, que estava em coma, convencida de que nunca ninguém saberia. Mas, de repente, algo inesperado aconteceu: um arrepio percorreu o meu corpo, como se a realidade tivesse mudado por um instante.

HISTÓRIAS DA VIDA

Beijei o belo CEO, que estava em coma, convencida de que nunca ninguém saberia.

Mas, de repente, algo inesperado aconteceu: um arrepio percorreu o meu corpo.

A noite no hospital pareceu interminável. Eu estava novamente ao seu lado, como sempre. Verifiquei os seus sinais vitais, mudei-lhe os pensos e falei com ele em voz baixa, como se isso tivesse importância.

Três anos — três intermináveis ​​anos — permaneceu imóvel. Um homem cujo nome outrora estampara a primeira página de todos os jornais, cujos negócios valiam milhões, e agora — nada mais do que silêncio e uma pulsação fraca sob a sua pele fria.

Por vezes, sentia-me como se estivesse a falar sozinha. E, no entanto, eu estava a falar — sobre o tempo, sobre as pessoas, sobre a vida para além destas paredes.

Hoje, exausta por este silêncio opressivo, sussurrei:

“Nunca suportaria tal silêncio, não é?”

Não sei porque o fiz, mas inclinei-me para a frente e rocei os meus lábios nos dele. Era proibido, inapropriado — e, no entanto, ardia dentro de mim um desejo ardente, uma ténue esperança de que, no fundo, a vida ainda persistisse dentro dele.

E então, aconteceu algo que eu nunca poderia ter imaginado, nem mesmo nos meus sonhos mais loucos — e algo para o qual não estava certamente preparada. Por um instante, tudo gelou…

Tudo aconteceu mais depressa do que eu conseguia respirar. O monitor começou a apitar alto, os seus dedos contraíram-se e depois… a sua mão fechou-se à volta da minha cintura com uma segurança como se nunca tivesse dormido.

Os médicos invadiram a sala como uma tempestade: luzes, gritos, ordens. Todos falavam de um milagre.

Mas tudo o que sentia era a sensação ardente da recordação… daquele beijo que ninguém deveria saber. O beijo que lhe dei quando tinha perdido toda a esperança.

Dia após dia, recuperava as forças. Lembrava-se: dele, da empresa, da noite do acidente.

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